O Labirinto da Vida

03/08/2020

Decodificando o Labirinto da Vida

Imagine a sua existência em outro contexto de mundo (tempo, lugar, família, profissão, etc., tudo diferente). Vamos exemplificar:

  • Quem você seria se tivesse nascido: 1) Na Inglaterra 2) Nigéria 3) Alasca 4) Nova Zelândia... 5)... ?
  • Quem você seria se tivesse nascido no ano de: a) 1450 b) 1889 c) 1960 d) 2004 ...?

Agora pense sobre o número de alternativas e de possibilidades neste labirinto da vida, ao considerar os fatores: família, educação, escolaridade, profissão, finanças, religião, cultura, amigos, casamento, etc. Imagine o curso de sua vida ao apresentar uma nova situação para cada um desses itens: outra família, outro colégio, outros amigos, outra profissão, outro marido, etc.

Quem seria você ou quem estaria em seu lugar? E por que você existe do jeito que é?. 

Caríssimo leitor, a leitura deste artigo exigirá de você uma atitude questionadora diante dos fatos, um intenso desejo de explorar ideias que talvez nem tenha imaginado antes. Leia, questione, pesquise, reflita, mas esteja aberto para a verdade revelada.

"E se?". E se a sua trajetória neste mundo for apenas uma "opção" diante de inúmeras alternativas no labirinto da vida?

Imagine a sua existência em outro contexto de mundo (tempo, lugar, família, profissão, etc., tudo diferente).  

O que lhe guiou no labirinto da vida? Foi o destino, determinismo, predestinação, imprevisibilidade, aleatoriedade, acaso, fatalidade, acomodação, meio, heranças, dons, competências, doenças, oportunidades, influências, experiências, escolhas, um pouco de tudo ou algo diferente?

Por que o Universo é dessa forma e não de outra maneira?

O Universo é um espetacular palco de fenômenos, dentro do qual nossa inteligência pressupõe uma lógica intrínseca à sua própria estrutura. Mas, será que o raciocínio do homem caído segue a lógica do Criador?

A impressão que temos é que a vida é um labirinto de caminhos, propostas, oportunidades, influências, predisposições, aleatoriedades, desafios e possibilidades, com conexões diretas com a história de cada indivíduo.

Fazemos parte de uma árvore histórica de gerações. Herdamos um 'DNA' que carrega uma predisposição de bênçãos e/ou maldições. Estamos inscritos num contexto de histórias de gerações, mas cabe a cada indivíduo, pela sua própria vontade e decisão, confirmar ou não suas heranças. 

Nesse labirinto da vida, os problemas, desafios e fracassos são inevitáveis; o modo que escolhemos para lidar com eles é que fará a diferença.

Determinismo & Livre-Arbítrio

As escolhas atuais não importam? Até mesmo a inquietação de querer mudar, já foi determinada anteriormente? Os crimes e as injustiças neste mundo contribuiriam para um bem maior?

Não. Desse modo não haveria méritos, pois tudo foi causado pela providência. A virtude perderia seu valor. As pessoas perderiam sua dignidade, pois seriam definidas por uma vontade externa e não por suas escolhas.

Se tudo que acontece é determinado pelo decreto divino antes da fundação do mundo, pode parecer somente lógico concluir que você não pode ser moralmente responsável por sua próxima ação.

O retrato da natureza humana é o resultado daquilo que o homem pensa, sente e decide (Rm 15:14;Cl 1:10). Esses três grandes atributos existentes no homem interior são naturalmente direcionados a partir de uma arquitetura hereditária, modulada pelas experiências de vida.

Saiba que o livre-arbítrio jamais foi contraditado cientificamente ou logicamente. Quanto mais os pesquisadores investigam o livre-arbítrio, mais razões há para acreditarem nele.

Com a física quântica, provou-se empiricamente que há aleatoriedade no universo. Junto com ela soube-se da incerteza dos fatos futuros. O amanhã deixou de ser uma certeza e passou a uma probabilidade, inclusive imprevisível.

A liberdade no sentido existencial supõe que o que faço (minha existência) não foi determinado pelo que sou (minha essência). Se há um roteiro já escrito e decretado e que define à priori a existência, a liberdade é falsa.

ZOELÓGICA - A Lógica da Vida - Um modelo biblicamente fiel e logicamente coerente

Cuidado com a visão reducionista. Quando reduzimos nossa visão teológica, ficamos apenas com uma teologia deficiente. Observe a afirmação seguinte:

"Deus é Onipotente e Soberano - Ele pode fazer tudo e faz tudo o que quer".

Sim, mas o caráter santo de Deus delimita suas ações, impossibilitando-o de fazer algumas coisas. Por exemplo:

Deus não pode mentir (Tt 1.2) nem pode negar-se a si mesmo (2 Tm 2.13). Embora o poder de Deus seja infinito, o uso que Ele faz desse poder é qualificado por seus outros atributos, e quando um atributo é isolado da totalidade ou quando é enfatizado de forma desproporcional, podem surgir compreensões errôneas.

Assim, diante de conceitos aparentemente paradoxais, devemos procurar compreender as verdades bíblicas, de forma integral, reflexiva e equilibrada, evitando uma visão reducionista ou uma teologia deficiente de pacotes teológicos fechados.

Um exame cuidadoso das Escrituras pode conciliar "determinismo e responsabilidade humana", duas posições aparentemente irreconciliáveis.

Louvemos a Deus por nos ter elegido em Cristo antes da fundação do mundo (Ef 1:4) e guardemos diligentemente o que dele alcançamos, a fim de que ninguém tome a nossa coroa (Ap 3.11; 2 Pe 1:10; Hb 6:6).

Observe que o "dom" vem de Deus, mas a aceitação e a responsabilidade de guardá-lo é do homem.

A vontade soberana de Deus não é sem nexo, sem significado, inconsequente, inexplicável... ela não é arbitrária, tirana e injusta. Não, a soberania divina considera o que é certo e errado, bom e mau, pecado e virtude, aceitação e rejeição, amor e ódio, etc..

O manifestar da vontade soberana de Deus acontece em perfeição plena com os Seus demais atributos. A ação tem em si a gloriosa e justa perfeição da Sua decisão e esta vem de um...

precedente motivador perfeito.

O ETERNO Deus não faz nada arbitrário, não faz nada por simplesmente fazer, senão Ele seria tirano, insano e injusto. A vontade soberana de Deus está fundamentada em precedentes perfeitos, que provocam a manifestação do Seu propósito de forma firme, justa, verdadeira, graciosa e perfeita.

Deus, em sua vontade perfeita, idealizou, providenciou e estabeleceu os recursos de um PLANO definido quanto à existência de tudo que criou, compreendendo em um só sistema seu fim principal e todos os fins e meios subordinados, a saber; "De fazer convergir em Cristo todas as coisas". Deus propôs em si mesmo fazer convergir em Cristo todas as coisas, para que em tudo Cristo seja preeminente (Jo 1:3; Ef 1:4,9-11).

Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés (dos pés de Cristo) e o designou cabeça de todas as coisas... (Ef 1:22-23).

Porque... tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas... para que em tudo tenha a preeminência (Cl 1:16-18).

Porque Deus tanto amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3:16).

  • Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Rm 8:28-29).
  • E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste. (Jo 17:3).
  • E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem permanece em amor, permanece em Deus, e Deus nele. (1 Jo 4:16).
  • E, sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição. (Cl 3:14).

Deus dotou o ser humano da possibilidade de decidir livremente e plenamente.

"E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2:16-17).

Temos a liberdade grandiosa e poderosa de escolher, de decidir, caso contrário não haveria mérito nem demérito, nem responsáveis e nem irresponsáveis, virtude ou vício nas atitudes humanas.

Se existe a possibilidade de escolha, de reflexão e de decisão, certamente há responsabilidade diante de Deus.

Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Romanos 14:12 

Com atitudes certas será possível fazermos algo que permita o nosso retorno ao centro da vontade de Deus e, consequentemente, nosso destino seja vislumbrado como um apaixonante desafio, até que nossos esforços sejam coroados de frutificação e de satisfação pessoal.

Observamos que alguns teólogos focam demasiadamente uma perspectiva da doutrina bíblica, em detrimento de outra(s), reduzindo a visão panorâmica da verdade, absorvendo deste modo, parte da revelação.

Aqueles que analisam as Escrituras apenas em uma perspectiva, absorverão um entendimento incompleto ou imperfeito da revelação divina.

Encontramos nas Sagradas Escrituras vários temas aparentemente paradoxais, tais como: fé e obras, graça e frutos, soberania divina e responsabilidade humana, etc.. Esses temas, porém, não podem ser entendidos como excludentes ou conflitantes entre si, mas "partes" de uma revelação maior; daí a necessidade de uma visão ampla, do Alto, a fim de que o "todo" seja contemplado.

Vejamos um exemplo: a oração.

Soberania Divina e Oração dos Santos

A oração não tem o poder de mudar um decreto de Deus. Não temos esse poder. O que temos é uma ferramenta espiritual, graciosamente nos concedida (a oração), que tem o poder de apresentar a nossa vontade diante do Soberano Deus, suplicando-lhe o atendimento de nossa prece.

O que sabemos biblicamente e pela experiência cristã é que Deus, além dos atos soberanos de Sua vontade, costuma agir por atos responsivos de nossas orações.

O livro do profeta Isaías, no capítulo 38, fala da oração do rei Ezequias quando estava com uma enfermidade mortal. Aqui há duas partes doutrinárias importantíssimas para o entendimento pleno deste assunto:

  • O SENHOR dera uma ordem ao profeta Isaías para ir ao rei e dizer para ele colocar a sua casa em ordem porque morreria em breve.
  • Ao ouvir a sentença de morte, o rei Ezequias voltou o rosto para a parede e suplicou a misericórdia divina. Diante dessa atitude, Deus revogou a sentença de morte e reordenou ao profeta Isaías que dissesse ao rei que a sua oração fora ouvida e que ele teria mais quinze anos de vida.

O que concluímos nesse texto? Que o SENHOR age na vida humana por atos soberanos de Sua vontade e, graciosamente, por atos responsivos de nossas orações.

Promessas Condicionais e Incondicionais

As promessas do SENHOR têm um desdobramento em "promessas condicionais e promessas incondicionais". As bênçãos decorrentes de promessas condicionais dependem de nossas atitudes para que sejam usufruídas por nós; há outras que se cumprem sem nenhuma condição de nossa parte.

Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra - Ap 22:12.

  • Jesus prometeu que voltará - promessa incondicional;
  • Jesus prometeu que recompensará cada um segundo a sua obra - a recompensa de Cristo a cada um de nós está condicionada a nossa obra neste mundo, portanto a promessa é condicional.

Sobre a Grande Tribulação:

  • A grande tribulação dos últimos dias acontecerá - Não podemos mudar o que Deus determinou;
  • Podemos escapar de todas essas coisas que  hão de acontecer... - a vigilância e a oração são condições necessárias para estar em pé na presença de Cristo.

Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem - Lc 21:36.

As nossas decisões podem confirmar o propósito divino ou nos tirar dos caminhos do SENHOR. Deus revela a Sua vontade ao ser humano, mas, permissivamente, concede o direito do homem seguir o seu próprio coração.

  • No Jardim do Éden, Deus revelou a Sua vontade a Adão e Eva. Entretanto, eles decidiram dar ouvidos à serpente; feito isso, saíram da condição original dada por Deus, sofrendo as consequências da desobediência.
  • A vontade de Deus era que Israel vivesse em paz e com prosperidade na terra prometida, mas Israel traçou seu próprio caminho contra a vontade do SENHOR e sofreu amargamente.

Somos da opinião de que uma análise cuidadosa das Escrituras é capaz de nos levar ao entendimento de que a vida humana é um complexo espiritual e físico, onde coexistem determinismos, predisposições, heranças, propostas, oportunidades, influências, desafios, eventualidades, aleatoriedades, imprevisibilidades, meio e outras conexões criadas e gerenciadas pela soberania divina e, no conselho de Sua vontade, agregadas à responsabilidade humana, no todo ou em parte.

Embora não consigamos explicar como esses fatores possam coexistir harmoniosamente, da eternidade ao tempo e do espiritual ao físico, cremos que existe uma sábia conciliação de todos eles diante da onipotência do Eterno Deus.

Sendo assim, necessário se faz ter o cuidado de "não excluir" nenhum ponto da revelação divina, sob pena de assimilarmos uma distorção da verdade.

Deus está no comando de tudo, mas não existe determinismo contra o exercício de nossa vontade em dizer sim ou não, querer ou não querer, porque Deus permite as nossas decisões. Sem essa graciosa dádiva não haveria responsável e nem irresponsável, mérito ou demérito, virtude ou vício, nas atitudes humanas.

Entendemos que a construção da história de nossa sociedade tem como fundamentos: a soberana vontade de Deus e a responsabilidade do homem.


Os céus são os céus do Senhor, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens - Sl 115:16.

Deus é Soberano

  • Is 14.27 - Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem pois o fará voltar atrás?
  • Sl 115.3 - No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.
  • Is 43: 13 - Eu sou Deus... Operando eu, quem impedirá?

O Homem tem livre-arbítrio

  • Js 24:15 - Se, porém, não agrada a vocês servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir...
  • Mt 23:37 - Jerusalém, Jerusalém... Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas, e vós não quisestes!
  • Mt 16:24 - Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.

Deus é Soberano e, em sua soberana vontade, permite que tenhamos as nossas próprias escolhas.

Cremos que a soberania divina e a responsabilidade humana não são doutrinas incompatíveis.

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Rm 11:33

Entendemos que os seres humanos foram dotados por Deus de recursos para que sejam capazes de fazer escolhas que realmente afetam a sua vida e o seu destino. Somos devidamente responsabilizados por nossas motivações, desejos, escolhas e ações.

A vida debaixo do Sol é o resultado de um processo de ação e reação.

A ação é uma proposta, uma influência ou até mesmo uma pressão (física ou espiritual), mas nunca um determinismo sobre o indivíduo; nunca uma violação ao exercício de nossa vontade em dizer sim ou não, querer ou não querer. O processo só é finalizado quando o homem responde a essa ação.

A Bíblia deixa claro que não só temos a capacidade de escolher, mas também a responsabilidade de escolher sabiamente.

Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar - Gn 4:7.

O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência - Dt 30:19.

O ser humano precisa ser bem preparado moral e espiritualmente para ter uma boa e reta vontade, fazendo bom uso de sua liberdade de escolha. Ele não nasce pronto, mas com o potencial de ser formado ao longo da vida.

Todavia, as nossas escolhas são limitadas por nossa natureza pecaminosa. Um homem não pode escolher tornar-se justo diante de Deus porque a sua natureza (pecaminosa) o impede de pecar e de cancelar a sua culpa (Rm 3:23).

Como pode o homem, limitado por uma natureza pecaminosa, escolher a salvação em Cristo? É somente através da graça e do poder de Deus que isso é possível. A ação graciosa de Deus torna o livre-arbítrio  verdadeiramente "livre" no que diz respeito à escolha da salvação (Jo 15:16) porque o Espírito de Deus atua na vontade humana a fim de regenerá-la (Jo 1:12-13) e lhe dar uma nova natureza criada segundo Deus (Ef 4:24). Essa ação é uma iniciativa de Deus e o homem deve responder de modo livre a essa iniciativa.

Deus tem providenciado salvação para todos, mas a Sua provisão só se torna efetiva para aqueles que, de sua própria e livre vontade, "escolhem" aceitar a oferta de graça.

No Novo Testamento os pecadores são repetidamente ordenados a "arrepende-se e crer" (Mt 3:2; 4:17, At 3:19, 1 Jo 3:23). Mas, nem todos atendem favoravelmente ao chamado divino.

"Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida" (Jo 5:40).

Claramente, aqueles judeus poderiam ter vindo a Jesus se quisessem, mas o problema foi que escolheram não vir.

Liberdade Para Decidir

Nós temos a liberdade grandiosa e poderosa de decidir, independentemente de tudo que vem ao nosso encontro, mesmo com a limitação de nossa natureza pecaminosa. A limitação de nossa natureza não reduz a nossa responsabilidade de escolher sabiamente.

As ações voluntárias existem onde há possibilidade de: escolha, de reflexão e de decisão. Caso contrário o ato será impulsivo, instintivo ou condicionado.

O homem precisa ser preparado moral e espiritualmente para fazer um bom uso de sua liberdade, possuir uma boa e reta vontade e acima de tudo conhecer o propósito de Deus para a sua vida.

Hb 5: 14 - Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.

Ef 5:15-17 - Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.

Escolhas Que Fazem a Diferença

A vida é feita de escolhas, desde quando nascemos até a morte. 

  • Desde o momento em que nos levantamos até o fim do dia, centenas de escolhas são feitas.
  • Algumas escolhas influenciarão a nossa vida para sempre.
  • A nossa realidade é o resultado de escolhas feitas por nós mesmos! Obviamente, as escolhas certas têm resultados certos. Escolhas erradas têm resultados errados.

Considere o momento de uma compra, a variedade de produtos e de marcas à sua disposição: você tem 26 tipos de sapatos, 50 marcas de camisetas, 100 tipos de celulares, etc...

É evidente que há escolhas que precisam ser feitas com mais calma. São as escolhas que vão fazer diferença no futuro de nossa jornada neste mundo. São aquelas decisões que têm maior impacto e consequências em nosso futuro e nas relações interpessoais: Que faculdade vou cursar? Que emprego eu vou aceitar? Com quem vou me casar? Onde vamos morar?

Livre Arbítrio & Escolhas

Deus criou o homem à Sua própria imagem, e isso inclui a capacidade de escolher. Deus dá aos seres humanos a capacidade de fazerem escolhas que realmente afetam o seu destino. A isso chamamos de livre arbítrio.

A vontade livre é um bem concedido por Deus aos homens, sem ele não haveria mérito nem demérito nas atitudes humanas, nem responsáveis e nem irresponsáveis, virtude ou vício. Deus não conspira contra a liberdade humana, Ele a respeita. Deus é contra tudo que escraviza, tudo o que nos rouba a capacidade de dizer sim ou não, querer ou não querer. [...] Deus está na origem do exercício de nossa liberdade.

Não existe determinismo, no sentido pleno da palavra, sobre a vida de cada ser humano. O que existe é uma construção da história da vida com base em nossas decisões. Há predisposições sim e o meio influencia, mas nunca determina.

A tentação ao pecado é uma proposta, uma influência, uma sedução, mas nunca um determinismo. Por quê? Porque é preciso o homem responder a essa proposta. É aqui que entra a responsabilidade humana por meio do livre arbítrio. Sobre todos pesa a responsabilidade de escolhas certas e sábias.

Sobrevivendo Diante de Escolhas Erradas:

  • Podemos fazer algumas escolhas erradas e sobreviver; você pode escolher o trabalho errado e sofrer por essa decisão, mas não vai morrer por causa disso.
  • Você pode escolher a roupa errada para vestir, mas não vai morrer por causa disto.
  • Pode escolher o carro errado, mas não vai morrer por isto.

Há escolhas mais sérias. Quando erradas, trazem sérios prejuízos, pagamos por elas a vida toda. Se olharmos com atenção, veremos que uma escolha equivocada pode anular um projeto de vida por completo e trazer sofrimento a outras pessoas.

  • Escolhas erradas podem trazer consequências eternas.

O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, Dt 30:19

Chamado Divino

  • Existe um plano divino para cada ser humano?
  • Vivemos para nós mesmos ou vivemos para Deus?
  • Porque estamos aqui?
  • Estamos fazendo a coisa certa?

O projeto de vida de um homem deve começar no discernir, o mais cedo possível, seu chamado divino, e em seguida reunir todos os esforços para viver este chamado todos os dias de sua vida. 

O conceito de vocação é profundo e tem um amplo sentido existencial - psicológico e espiritual. O termo vem do latim, vocare, que quer dizer "chamado" - ato de ser chamado para determinado fim.

O chamado divino é diferente de desejos e aspirações comuns. Também difere de oportunidades e conveniências que a vida apresenta de vez em quando. O chamado divino é interno, silencioso e específico.

Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei; às nações te dei por profeta. Jr 1:5.

Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça. Gl 1:15.

Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. Ef 5:17.

O ETERNO Deus tem a iniciativa do chamado, mas Ele respeita a nossa liberdade. Compete a cada pessoa escutar seu chamado e fazer seus os propósitos de Deus. A nossa livre resposta ao chamado divino é o que dá sentido e dignidade à nossa existência.

A vida tem um propósito, um sentido, uma missão. Viver com propósito neste mundo é viver o chamado de Deus. É ser um instrumento consciente da vontade divina, reorganizando a vida, colocando Jesus no centro, para melhor servir a Deus, à igreja e ao próximo.

Conclusão:

Há escolhas erradas diante das quais sofremos, mas sobrevivemos. Mas, quando falamos da eternidade e de nossa salvação, não podemos errar porque não há conserto e nem segunda chance.

O ser humano não nasce pronto, ele é formado ao longo da vida e precisa ser preparado moral e espiritualmente para fazer um bom uso de sua liberdade ao tomar decisões. Por isso existe a Bíblia, a Palavra de Deus, para nos ajudar na tomada de decisões.

Você pode ter errado bastante no passado, mas agora chegou o momento de acertar. Diante da Bíblia, o ser humano precisa tomar a decisão mais importante de sua vida: Seguir a Jesus Cristo. Essa decisão fará toda a diferença, agora e no porvir!

  • Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. Jo 3:18
  • Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus. Jo 3:36

Continua...